Em Roraima, Jayme de Oliveira conhece programa de atendimento a refugiados

O segundo dia de agenda institucional do presidente da AMB, Jayme de Oliveira, e da vice-presidente Institucional, Renata Gil, em Roraima foi dedicado a questão migratória no estado e seus impactos. O dirigente, ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Dias Toffoli, conheceu, nesta terça-feira (23), a Operação Acolhida, programa do Exército Brasileiro destinado ao atendimento de refugiados venezuelanos em Pacaraima (RR), na fronteira do Brasil com a Venezuela.
Roraima é uma das portas de entrada dos refugiados. Segundo os militares, mais de 500 pessoas entram todos os dias pela fronteira. Número que tem impactando também nas demandas do Judiciário.
Na avaliação de Dias Toffoli, ações como essa devem envolver toda a nação brasileira. Segundo o ministro, a demanda sobre Roraima é muito grande, por isso a importância do trabalho humanitário desenvolvido com os imigrantes e do apoio às instituições estaduais no auxílio aos refugiados.
A comitiva conheceu também um dos 13 abrigos de refugiados no estado (Boa Vista e Pacaraima), com capacidade para atender até seis mil pessoas, segundo informações do Exército. A missão humanitária também procura ajudar os imigrantes a ingressar no mercado de trabalho, obter serviços de saúde e educação, a mudar para outro estado pelo programa de interiorização ou retornar voluntariamente à Venezuela. Somente em 2018, a força-tarefa enviou cerca de 3,2 mil imigrantes para 12 estados parceiros.
A comitiva com integrantes do STF, CNJ e AMB viajou para Roraima com o objetivo de dialogar com o Judiciário local e verificar a questão da migração venezuelana. Na segunda (22), realizaram reunião no Fórum Trabalhista, Tribunal de Justiça, Palácio Senador Hélio Campos, Tribunal Regional Eleitoral e na Justiça Federal.




