Em live com Renata Gil, cardiologista aborda Covid-19 e os grupos de risco

O renomado médico cardiologista Roberto Kalil Filho, presidente do Instituto do Coração (Incor) e diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, foi o convidado desta quarta-feira (3), para mais uma live com a presidente da AMB, Renata Gil. A conversa transmitida pelo Instagram (@magistradosbr) teve como tema a Covid-19 e os grupos de risco.
No início do debate, Kalil fez um importante alerta aos espectadores, principalmente aos que já sofrem de outros problemas de saúde e estão receosos de ir ao médico desde que foi declarada a pandemia. “As pessoas pararam de se preocupar com as doenças próprias, com o tratamento e o acompanhamento. Isso fez com que a mortalidade ‘em casa’ fosse, em muitos lugares, maior do que as diagnosticadas com a Covid”, revelou.
Para exemplificar, ele citou um levantamento feito em Nova York, nos Estados Unidos, que apontou neste período de crise, 80% dos moradores da cidade de morreram em decorrência de problemas não relacionados à Covid-19.
Quanto ao acometimento do vírus, o cardiologista explicou a população idosa, especialmente os hipertensos e diabéticos, é mais frágil. De acordo com ele (que também foi vítima do coronavírus), mesmo sendo uma doença respiratória, ela afeta o coração e as artérias do cérebro, deixando o estado desse grupo de risco ainda mais grave.
Mudança de concepção
Sobre a volta ao convívio após a quarentena, Renata Gil comentou que a AMB participa de um grupo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em que os integrantes cuidam de questões como prazos processuais e o atendimento presencial. “Acabamos de participar da Resolução CNJ 322, que permite que cada estado avalie o retorno às atividades presenciais, observadas todas as regras sanitárias. Estamos atentos às medidas que serão adotadas pelos tribunais, na mudança de concepção em relação aos usos de espaços e ao manuseio de processos físicos, por exemplo.”
Em concordância com a magistrada, Roberto Kalil ainda reforçou a importância das medidas de prevenção a serem adotadas por todos, atualmente e nos meses subsequentes ao fim da pandemia. “A recomendação é o uso de máscara, lavar as mãos e o distanciamento. Na retomada às atividades, o cuidado deve ser redobrado para que seja afastada a reincidência do vírus.” Segundo ele, hábitos saudáveis também são grandes aliados nesse processo.
Ao final, ambos ressaltaram a forte tendência de união, solidariedade e humanização dos atendimentos em todo o Brasil, evidenciada neste período.




