As novas soluções construídas a partir da Inteligência Artificial (IA) para otimizar o trabalho do Judiciário pautaram mais uma live da AMB, promovida por meio de seu. Laboratório de Inovação (AMB LAB), nesta terça-feira (2). O debate entre o magistrado Alexandre Morais da Rosa (TJSC) e Fabiano Hartmann, professor doutor da. Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador de Inteligência Artificial e Direito, foi transmitido ao vivo pelo YouTube.

Na ocasião, Hartmann apresentou iniciativas de sucesso, como a parceria entre a. UnB e o Supremo Tribunal Federal (STF) para o desenvolvimento do robô. Victor, um mecanismo de machine learning (aprendizagem de máquina), destinado a identificar os recursos extraordinários e sua vinculação com temas de repercussão geral da. Corte.

De acordo com o professor, a. Inteligência Artificial “é uma ferramenta de apoio e de otimização de fluxos de gestão processual, de modo a enfrentar problemas tradicionalmente associados a prestação jurisdicional, como a demora nos processos, as discrepâncias de decisões e todas as dificuldades que assolam a prestação jurisdicional”, explica.

Alexandre Morais da Rosa, que também é docente da. Universidade do. Vale do Itajaí (Univali), comentou que ainda existe resistência por parte de muitos órgãos e operadores da. Justiça, ocasionada pelo desconhecimento. Segundo ele, a. Inteligência. Artificial não objetiva ocupar o lugar de um juiz ou tomar decisões por ele, mas sim auxiliá-lo na resolução de conflitos. “É substituir uma atividade auxiliar e repetitiva por uma máquina, de maneira a resolver problemas de forma mais rápida e com muito mais acurácia.”

O magistrado ainda esclarece que o uso adequado dessas ferramentas depende, essencialmente, da participação humana, que será responsável pela alimentação de dados e a condução dos processos da maneira mais correta.

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