Em ato na Câmara, líder da bancada feminina exalta o trabalho da AMB

A Sinal Vermelho foi destaque durante o protesto das parlamentares contra a violência a mulheres nas últimas semanas
Em reação aos acontecimentos contra a dignidade feminina, a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados realizou um ato de repúdio. O encontro reuniu mulheres parlamentares e representantes de entidades que atuam em pautas de enfrentamento à violência contra a mulher.
A coordenadora da Secretaria da Mulher, deputada Celina Leão (PP-DF), enalteceu a atuação da AMB à frente da campanha Sinal Vermelho e reafirmou a necessidade de que mulheres não se calem diante de atos de violência. “O mais importante quando você sofre uma violência é você não se deixar abater por ela e lutar para que outras mulheres não venham a sofrê-la”, disse. “Essa grande mulher, Renata Gil, que fez um grande trabalho à frente da AMB e que trouxe a Campanha Sinal Vermelho para o Parlamento”, elogiou.
No encontro, falou-se sobre projetos de lei que já estão em tramitação - ou que serão apresentados - para a proteção da mulher, que vão desde a inclusão de materiais contra a violência de gênero nas escolas até a modificação do Código Penal e do Código de Processo Penal para viabilizar uma maior proteção às vítimas de violência.
A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, participou do encontro e reafirmou o compromisso da entidade com o parlamento para viabilizar uma maior proteção à população feminina.
Renata Gil comemorou a reação imediata do Parlamento diante de casos como a agressão da procuradora-geral do Município de Registro (SP), Gabriela Samadello Monteiro de Barros, que foi agredida por um colega no ambiente de trabalho, além do estupro cometido por um médico durante o trabalho de parto de uma paciente em um hospital de São João do Meriti (RJ). “Hoje é um dia especial para mim, porque vi do Parlamento uma reação imediata a um ato de violência que vai trazer frutos rápidos à sociedade brasileira. Todos esses projetos que estão sendo compilados vão atender muitas mulheres”, disse.
A presidente da AMB ainda destacou a importância da união da bancada feminina. “Eu quero propor que, as proposições que saírem dessa reunião, sejam assinadas por todas as integrantes da bancada feminina. Isso é muito revelador e importante para que a sociedade veja essa reação conjunta”, concluiu.
A procuradora-geral do Município de Registro (SP), Gabriela Samadello Monteiro de Barros, que foi agredida no seu ambiente de trabalho, esteve na Câmara dos Deputados e contou a sua experiência no atendimento prestado após a agressão. De acordo com Gabriela, ela não conseguiu uma medida protetiva por não se enquadrar como vítima de violência doméstica, uma vez que foi agredida no ambiente de trabalho. “Apenas após a pressão da sociedade é que foi garantida a medida protetiva e que o agressor foi preso”, descreveu. Agora, a procuradora passa a atuar para que projetos de lei possam proteger mulheres vítimas de qualquer tipo de violência.
A secretária-geral da AMB, Julianne Freire Marques, o secretário-geral adjunto, Fernando Chemin Cury e o coordenador da Justiça Estadual da AMB, Frederico Mendes Júnior, também compareceram ao ato na Câmara dos Deputados.
Laura Beal Bordin (Ascom AMB)




