Conamp é a mais nova aliada da campanha Sinal Vermelho

No dia em que a Lei Maria da Penha (11.340/2006) completa 14 anos de existência, a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica ganha mais uma importante aliada. Nesta sexta-feira (7), a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) aderiu formalmente à iniciativa, durante evento virtual transmitido pelo YouTube.
A solenidade, conduzida pela promotora de Justiça Gabriela Manssur, contou com a presença de Renata Gil e Manoel Murrieta, presidentes da AMB e da Conamp, respectivamente; Maria Cristiana Ziouva, membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Oswaldo D'Albuquerque, integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP); e Domitila Manssur, diretora da AMB Mulheres, entre outras autoridades.
“Estou com meu coração invadido pela alegria”, revelou Renata Gil ao agradecer a parceria de todos os entes que se uniram à campanha, em especial à Conamp. Em seu depoimento, a magistrada levou uma importante novidade acerca das ações de enfrentamento a esse tipo de crime. “Ontem, me reuni com o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e com o secretário nacional de Justiça [Claudio de Castro Panoeiro], após uma resposta positiva do secretário nacional de Segurança Pública [Carlos Paim] sobre a criação da estratégia nacional de combate à violência contra a mulher”, anunciou. Clique aqui e saiba mais.
Para Manoel Murrieta, “a campanha é fruto de uma ousadia do CNJ e da AMB, mas uma ousadia do bem. Essas duas instituições tiveram não apenas uma ideia, mas o engajamento e a percepção de fazer algo a mais para mudar o quadro de um país com o ranking muito elevado de violência. Sobretudo, de um país que precisa melhorar a questão da igualdade de gênero”, considerou.
Ao agradecer o apoio da Conamp, a conselheira Cristiana Ziouva disse que a iniciativa foi um importante marco, não apenas como membro do CNJ, mas como cidadã.
Com a pandemia da Covid-19, as denúncias recebidas pelo número 180 cresceram significativamente desde março, segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Os dados apontam um crescimento de 13,35% em fevereiro, 17.89% em março e 37,58% em abril, quando comparados ao mesmo período de 2019.
A iniciativa já conta outras importantes adesões, como a da bancada feminina da Câmara dos Deputados, de prefeituras e de governos estaduais, além do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP); Tribunais de Justiça; Abrafarma; Abrafad; Instituto Mary Kay; e muitos outros órgãos públicos e privados.




