CNJ anuncia curso e resultados de pesquisa sobre questões raciais

Produtos tiveram a colaboração da diretora de Promoção da Igualdade Racial da AMB, Flávia Martins de Carvalho
Nesta terça-feira (14), o Conselho Nacional de Justiça anunciou dois produtos do Grupo de Trabalho do CNJ que elabora estudos e indica soluções sobre questões raciais no âmbito do Poder Judiciário: o curso “Comunicação Social, Judiciário e Diversidade Étnico-Racial” e a pesquisa “Negros e Negras no Poder Judiciário”. A diretora de Promoção da Igualdade Racial da AMB, Flávia Martins de Carvalho, colaborou com os dois projetos, sendo conteudista do curso e participando da elaboração da pesquisa.
Para a diretora, os dois produtos são essenciais para combater o racismo institucional e estrutural no sistema de Justiça.
“A pesquisa, por exemplo, nos dá uma visibilidade do quanto ainda é necessário fazer em prol da igualdade e orienta nossas iniciativas e ações para construção de um Judiciário mais diverso e plural do ponto de vista étnico-racial”, ressaltou a juíza Flávia Martins de Carvalho.
Pesquisa “Negros e Negras no Poder Judiciário”
A pesquisa teve como objetivo principal avaliar os resultados da implementação da Resolução CNJ n. 203/2015. O normativo dispõe sobre a reserva às pessoas negras, no âmbito do Poder Judiciário, de 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e de ingresso na magistratura.
Os estudos foram conduzidos por grupo de trabalho do CNJ e teve o apoio da AMB. Além de juízes e juízas, o levantamento abrangeu outros cargos da Justiça, como servidores e servidoras e estagiários e estagiárias.
Curso “Comunicação Social, Judiciário e Diversidade Étnico-Racial”
O curso de formação sobre questões raciais é destinado às assessorias de comunicação social dos Tribunais de Justiça. Ele é uma das estratégias do Grupo de Trabalho do CNJ como forma de disseminar iniciativas em prol do enfretamento à desigualdade racial. A execução do curso ficará por conta do CeaJud/CNJ e utilizará elementos comunicacionais para desconstruir o racismo institucional e estrutural no sistema de Justiça.
Carlos Ribeiro (Ascom)




