Autora de minisséries consagradas da TV participa do Clube de Leitura da AMB

Maria Adelaide Amaral rememora Semana de Arte Moderna em comemoração aos 100 anos
Mudança estética e transição para o Movimento Modernista no Brasil foram alguns dos impactos positivos para a cultura brasileira causados pela Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922. O contexto histórico da manifestação artístico-cultural foi contado pela dramaturga, escritora, roteirista e jornalista luso-brasileira Maria Adelaide Amaral. Ela foi a palestrante convidada para o encontro do Clube de Leitura da AMB em comemoração aos 100 anos do evento paulista.
Esse evento histórico foi uma manifestação artístico-cultural que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 13 a 18 de fevereiro de 1922. O acontecimento propiciou várias apresentações de música, dança, recital de poesias, exposição de obras - pintura e escultura - e palestras. Os artistas envolvidos incentivaram e sugeriram uma nova visão de arte, por meio de uma estética inovadora inspirada em movimentos europeus.
“A Semana não foi fato isolado e não foi evento paulista. A manifestação se irradiou como uma teia para o Brasil inteiro e está muito mais presente do que nós imaginamos. Mas o evento propiciou um impulso para a possibilidade de transformar o modernismo num momento essencialmente brasileiro nas artes plásticas, por meio da Tarsila do Amaral, e na literatura, principalmente com a obra Macunaíma, de Mario de Andrade”, ressaltou. Autora de diversas obras para o teatro e para a televisão, Adelaide foi incentivada a pesquisar sobre a Semana de Arte Moderna de São Paulo depois que foi convidada a escrever peça de teatro de Tarsila do Amaral e a minissérie “Um só Coração”, de 2004. A história se passava entre 1922 e1954, período em que a São Paulo se tornava o polo cultural e econômico do país.
“Abordamos a Semana de Arte Moderna durante as gravações e a minissérie Um só Coração foi um sucesso de audiência”, lembrou Maria Adelaide Amaral, que também é autora de diversas obras para o teatro e para a televisão, principalmente as minisséries “A casa das sete mulheres”, “Os Maias”, “A muralha” e “JK”.
Também participaram do encontro o vice-presidente de Cultura e Tecnologia da AMB, Thiago Brandão; a vice-presidente de Políticas Remuneratórias, Vera Lúcia Deboni; o secretário cultura Kéops de Vasconcelos; o presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba, Max Nunes de França; e o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça Militar da União (AMAJUM), Carlos Augusto Cardoso de Moraes.
O próximo encontro do Clube de Leitura da AMB ocorrerá no dia 27 de abril de 2022, das 18h30 às 20h, pela plataforma Zoom. O Quinze, de Raquel de Queiroz, será debatido por meio da palestra da escritora Lourdinha Leite Barbosa, membro da Academia Cearense de Letras. Para participar basta enviar e-mail para [email protected].
Ascom AMB




