“Graças ao movimento associativo, não só no estado do Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil, temos hoje uma magistratura respeitada e unida”, disse Felipe Gonçalves, novo presidente da Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), nesta sexta-feira (7), em discurso de posse da nova diretoria da entidade para o biênio 2020-2021. A solenidade aconteceu no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e contou com a presença de integrantes da diretoria da AMB e autoridades dos três Poderes. Juiz há 14 anos, ele é titular da 2ª Vara Criminal de Belford Roxo.

O magistrado lembrou que o Judiciário é bem avaliado pela sociedade, citando o resultado do estudo da Imagem do Poder Judiciário, realizado pela AMB, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), e avaliou que não interessa ao Brasil a fragmentação interna do Poder. “Resistir é preciso às intenções, que sempre fracassarão, de aplicar torniquetes à ação dos magistrados brasileiros. A atenção à defesa intransigente das prerrogativas da magistratura é prioritária. Assim será em todos os locais do País em que houver vestígios de ações nebulosas contra a independência da Justiça, pois a AMB e as associações locais estão irmanadas neste propósito”, defendeu.

Ao falar da presidente da AMB e ex-presidente da Amarej por dois mandatos, Renata Gil, Felipe Gonçalves disse que ela será uma parceira de “primeira hora”. “Temos nela uma liderança nacional que nos apoiará, não tenho dúvidas, nas causas justas e nobres da magistratura fluminense. Nós a apoiaremos em sua tarefa de manter unida e mobilizar a classe dos magistrados em torno do bom combate”, acrescentou.

Em discurso, a presidente da AMB disse que a qualidade do trabalho desenvolvido na Amaerj, com o apoio e a parceria de “companheiros valorosos”, teve importância preponderante na sua eleição na AMB com 80% dos votos. “O reconhecimento de nossa atuação no movimento associativo me comove e me impele aos novos desafios que já estão chegando. Agora, represento toda a magistratura nacional, uma honra sem par, com o peso nos ombros da representação feminina, pois sou a primeira mulher a presidir a AMB em seus 70 anos de existência”.

Ela listou feitos da sua gestão em defesa da independência dos magistrados e suas prerrogativas. “A defesa praticamente diária dos magistrados foi uma tônica dos nossos mandatos só como exemplo, publicamos mais de 50 notas oficiais”. Além disso, falou de ações de comunicação com a sociedade e destacou a realização de eventos importantes e o fortalecimento do Prêmio Amaerj Patrícia Acioli de Direitos Humanos, hoje uma referência nacional.

Renata Gil também agradeceu os integrantes da sua ex-diretoria e funcionários da entidade fluminense. “A você, Felipe Gonçalves, incansável colega de associativismo e magistrado de talento raro, estendo o meu agradecimento. Destaco na sua pessoa a extrema sensibilidade, o espírito agregador, a sensatez, o equilíbrio e a competência. Não tenho dúvidas de que sua gestão será coberta de êxito”, finalizou.

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