O projeto indica cursos profissionalizantes para que os padrinhos financiem a formação de adolescentes que precisam deixar lares de acolhimento aos 18 anos

O juiz da 4ª Vara da Infância, Juventude e do Idoso do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Sérgio Luiz Ribeiro de Souza, filiado à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) foi o grande vencedor da categoria destaque do Prêmio Innovare.

O magistrado criou o projeto “Doe um Futuro”, que indica cursos profissionalizantes para que padrinhos financiem a formação de adolescentes em situação de vulnerabilidade. Ao visitar lares de acolhimento, Sérgio percebia a necessidade de profissionalização dos adolescentes, principalmente aqueles em idade próxima aos 18 anos, idade em que devem deixar os abrigos e viver por conta própria. Ao todo, mais de mil adolescentes já foram atendidos pela iniciativa do juiz.

“Quando o adolescente está chegando perto dos 18 anos, ele vive uma angústia. É preciso pensar em um trabalho que lhe dê autonomia. Tivemos a ideia de ouvir os adolescentes para saber o que eles querem exercer”, afirmou o magistrado. Ainda de acordo com Sérgio, todos os adolescentes atendidos pela 4ª Vara foram apadrinhados. Ele também destaca que em nenhum momento o dinheiro destinado aos cursos passa pelo Tribunal, já que é pago diretamente pelos padrinhos, da forma que desejarem. “Esse prêmio é de extrema importância para que essa causa ganhe cada vez mais projeção e possamos auxiliar a entrada desses jovens no mercado de trabalho”, concluiu.

Segunda premiação

Esta foi a segunda vez que o magistrado Sérgio Luiz recebeu o prêmio Innovare. O primeiro foi na categoria Juiz, em 2015, com o projeto Apadrinhar - Amar e Agir para Materializar Sonhos. A iniciativa aproxima crianças e adolescentes com poucas esperanças de adoção a pessoas que tenham disponibilidade emocional e financeira para se tornar padrinhos ou madrinhas.

Sobre o Prêmio Innovare

O Prêmio Innovare existe há 19 anos e busca reconhecer e disseminar as práticas transformadoras desenvolvidas dentro do sistema de Justiça do Brasil. Além disso, o Innovare identifica ações concretas que servem de exemplo para outros locais do país.


Laura Beal Bordin (Ascom AMB)

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