Na tarde desta quarta-feira (22), a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica foi debatida em audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Ceará. A atividade foi solicitada pela deputada Augusta Brito (PCdoB), procuradora especial da mulher da casa.

Os participantes destacaram a importância da iniciativa da AMB e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), elencaram os desafios enfrentados pelos órgãos públicos no combate ao crime, principalmente em meio à pandemia da Covid-19, e citaram números locais alarmantes. Em abril, foi registrada uma queda de 70% no número de denúncias. Em 2018, 128 garotas, na faixa de 10 a 19 anos, foram vítimas de feminicídios.

A secretária-geral da AMB, Julianne Marques, representou a entidade no evento virtual. De acordo com a magistrada, mais de 300 farmácias já aderiram à campanha no Ceará. Ela esclareceu que o funcionário não é levado para a delegacia, sendo o seu papel apenas comunicar ao 190 o apelo da mulher que aparece no estabelecimento com um “X” desenhado na mão.

A desembargadora Lígia Andrade, que preside a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), e as juízas Rosa Mendonça e Teresa Germana também falaram sobre o tema.

O evento contou com a participação de deputadas e deputados, membros do Executivo cearense, representantes da polícia local, advogados, integrantes do Ministério Público e do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Ceará (Sincofarma-CE).

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