O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou um grupo de trabalho que vai elaborar estudos para a indicação de soluções ao órgão voltadas à prioridade de atendimento das vítimas de violência doméstica e familiar ocorrida durante o isolamento social em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

A iniciativa foi tomada após reunião da Diretoria AMB Mulheres com o ministro Rogerio Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e a conselheira Maria Cristiana Simões Amorim Ziouva, para tratar do crescimento de ocorrências do crime e estratégias de enfrentamento. A presidente Renata Gil também conversou com o ministro Dias Toffoli, presidente do CNJ.

Além da presidente, outros integrantes da diretoria da AMB fazem parte do colegiado: Julianne Freire Marques (secretária-geral), Maria Domitila Prado Mansur e Eunice Maria Batista Prado (Diretoria AMB Mulheres). Adriana Ramos de Mello está representando o Fórum Nacional de Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid).

O grupo será coordenado pelo ministro Schietti Cruz, de acordo com a Portaria 70/2020 publicada nesta sexta-feira (24). A conselheira Maria Cristiana Ziouva atuará como coordenadora adjunta.

Na avaliação da diretora da AMB Mulheres, Maria Domitila Prado Mansur, o isolamento social aproximou ainda mais as mulheres e meninas de seus agressores no espaço comum de convívio, dificultando, sobremaneira, a notícia de crimes. “Nesse panorama, unem-se a AMB, o Fonavid e o CNJ no enfrentamento da violência, contando com o indispensável apoio da sociedade civil, que se mostra cada vez menos tolerante com tal forma de violação aos direitos humanos”.

Clique aqui para ler a portaria.

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