A Secretaria de Gênero de Violência Doméstica e Familiar da AMB agora chama-se Comissão AMB Mulheres. A mudança de nomenclatura foi definida em reunião da pasta nesta sexta-feira (14), em São Paulo. No encontro, o presidente da AMB, Jayme de Oliveira, e os integrantes da comissão discutiram políticas institucionais relacionadas à equidade de gênero e trataram de projetos que devem servir de parâmetro para as ações futuras da associação em relação ao tema.

“O desenvolvimento de políticas institucionais que visem a efetiva equidade de gênero, é uma das principais metas dessa Comissão, que tem mais um semestre pela frente. E esperamos deixar um caminho aberto para os próximos colegas”, disse a representante nacional da pasta, Maria Domitila Manssur. Ela explicou que a alteração no nome da Secretaria tem o intuito de facilitar a compreensão sobre a essência do trabalho desenvolvido. Nome já sugerido anteriormente pelo presidente Jayme de Oliveira, segundo frisou a magistrada. Para Ariel Dias, representante da Região Sul, “AMB Mulheres é um nome que facilita a transmissão da mensagem da proposta da Comissão que é amplo. Não tratamos só da violência contra mulher, mas de todas as questões que as envolvem”, salientou.

Também foram apresentadas na reunião ações relacionadas ao desenvolvimento de núcleo de estudos na Escola Nacional da Magistratura (ENM), da AMB, especialmente para discussões de questões de gênero; participação de especialistas externos nas reuniões da comissão; organização de cinco linhas de comprometimento da AMB com as diretrizes desenvolvidas pela ONU – Mulher; e o projeto pedagógico do I Seminário – a Mulher Magistrada: desafios profissionais e sociais, a ser realizado por meio da ENM, em setembro deste ano, como parte das comemorações dos 70 anos da AMB.

“O objetivo é fomentar o debate sobre questões como a equidade de gênero no Poder Judiciário e as trajetórias e percepções das relações de gênero no exercício da Magistratura”, explicou Maria Domitila.

Tecnologia aplicada ao Direito
Outra ideia discutida pelo grupo foi a criação de um laboratório de inovação na AMB para utilização da tecnologia no âmbito da prestação jurisdicional. “Tecnologia aplicada ao Direto é o tema do momento. Temos um número absurdo de processos que precisamos dar conta, um país com dimensões continentais, e precisamos nos inserir nesse universo da quarta revolução industrial”, disse Eunice Maria Batista Prado, representante da Região Nordeste.

“Ter um laboratório de inovação é importantíssimo para qualquer organização, para que novas tecnologias possam ser usadas para comunicação, redução de custos, educação a distância, Inteligência Artificial aplicada, entre outros exemplos. Será útil não só institucionalmente para a AMB, mas para a Associação pensar e refletir em soluções que possam ser apresentadas para os tribunais das diversas regiões do País, de acordo com suas especificidades”, complementou.

Participação - Participaram também da reunião Hermínia Maria Silveira Azoury, secretária-adjunta; Ana Cristina de Freitas Mota (Região Nordeste); Adriana Ramos de Mello (Região Sudeste); Jamilson Haddad Campos (Região Centro-Oeste); Luciana Lopes Rocha (Região Centro-Oeste); Márcia Faria Mathey Loureiro (Região Sudeste) e Shirlei de Oliveira Hage (Região Norte).

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