AMB e APCF alinham parceria no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro

Representantes debateram articulações e soluções voltadas ao combate à corrupção
Os presidentes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Associação Nacional dos Peritos Criminais (APCF), Renata Gil e Marcos Camargo, se reuniram na tarde desta quarta-feira (25) na sede da AMB, para alinhar parceria à Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla).
A APCF buscou o apoio da AMB para troca de experiências e para trabalhar com definição de políticas públicas. A organização, que conta com cerca de 200 peritos federais da área econômica, já participa de forma pontual da estratégia. A AMB foi convidada para ser membro efetivo da Enccla.
“Diante da expertise que a AMB possui, nós queremos somar esforços à Enccla. Poderemos colaborar, juntos, para avançar nas discussões sobre combate à corrupção e lavagem de dinheiro”, afirmou Camargo.
Combate à corrupção
Na segunda-feira (3), a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, participou do webinário “Estratégias globais para reduzir a corrupção”, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
No evento, a magistrada criticou o impacto da corrupção frente ao orçamento destinado às políticas públicas. “Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), Brasil perde R$ 200 bilhões por ano com corrupção. Num comparativo, investimentos públicos em áreas essenciais — saúde, educação e segurança — no país alcançaram R$ 228 bilhões em 2019”, afirmou. O evento está disponível no canal do YouTube do Conselho.
Índices de corrupção
O Brasil é considerado o quarto país mais corrupto do mundo, de acordo com o Índice de Corrupção do Fórum Econômico Mundial (WEF, sigla em inglês). Na pesquisa, perguntas sobre a percepção ética dos políticos, suborno e desvio de dinheiro público foram feitas a executivos, que avaliaram cada categoria com notas de um a sete. O Brasil recebeu 2,1.
No relatório de 2020 da Transparência Internacional, que avalia o Índice de Percepção de Corrupção (IPC), o Brasil está na 106ª posição de 180 países analisados. O IPC avalia a percepção de executivos, investidores, acadêmicos e estudiosos da área de transparência sobre quão transparente e íntegro o setor público dos países é, com notas de um a cem. O Brasil obteve 35 pontos.
Melissa Duarte
Assessoria de Comunicação da AMB




