AMB destaca o vanguardismo no Judiciário brasileiro na implementação da Justiça Digital

A secretária-geral da entidade, Julianne Freire Marques, participou da abertura do III Seminário Internacional de Gestão e Inovação no Judiciário
A inovação e os reflexos da digitalização do sistema de Justiça foram tema do Seminário Internacional de Gestão e Inovação no Judiciário, promovido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), nesta quarta-feira (14). Na ocasião, autoridades discutiram como a revolução tecnológica ampliou o acesso da população aos tribunais.
A secretária-geral da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Julianne Freire Marques, participou da abertura do evento, mostrando a atuação da entidade para fomentar novas tecnologias e ressaltou que, ao levar a magistratura do Brasil para o mundo, a AMB percebe que os tribunais brasileiros são vanguardistas na revolução digital do Judiciário. “A presidente Renata Gil tem conversado com representantes de outros países, mostrando as experiências da Justiça brasileira e nós vemos que o Brasil está na vanguarda dessa digitalização”, afirmou.
Ainda de acordo com a secretária-geral da AMB, o trabalho realizado pelo CNJ para a implementação do programa Justiça 4.0 é essencial ao avanço da prestação jurisdicional digital. “Ações como estas nos mostram que podemos avançar cada vez mais, evidenciando uma magistratura forte, além de entregar aos brasileiros mais paz social e mais Justiça. É para isso que trabalhamos”, concluiu.
O presidente do TJDFT, desembargador Cruz Macedo, afirmou que a tecnologia tem interferido no cotidiano dos tribunais. “A ideia de trabalharmos em rede é encantadora e nos revela como a tecnologia impacta no nosso Poder Judiciário. Debates assim fazem criar estratégias e ferramentas para fomentar a promoção da Justiça”.
O secretário-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Magistrados (Enfam), Jorsenildo Dourado do Nascimento, também destacou a importância de fomentar a tecnologia para a melhoria da prestação jurisdicional. “O uso de ferramentas de tecnologia é de fundamental importância para que o serviço público esteja atualizado às novas demandas. A pandemia da Covid-19 expôs essa capacidade de adequação do Poder Judiciário, que manteve o atendimento ao cidadão mesmo com a necessidade do distanciamento social”, explicou.
O presidente da Amagis-DF, Carlos Alberto Martins Filho, lembrou que a tecnologia auxilia no acesso à Justiça, mas é preciso estar atento à proteção de dados. “Seminários como este nos auxiliam na melhoria das práticas existentes, principalmente no que diz respeito à importante gestão dos dados e da governança pública”.
Também participaram da abertura do evento o desembargador do TJDFT e diretor-geral da Escola de Formação Judiciária do tribunal, Arnoldo Camanho de Assis; e o presidente da OAB-DF, Délio Lins e Silva Júnior.
O seminário, organizado pelo Grupo de Pesquisa, Gestão, Desempenho e Efetividade do Judiciário (GEJUD), contou com o apoio da Enfam, do CNJ, da AMB, Amagis-DF, OAB e da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Os debates seguirão até 16 de dezembro, transmitidos por meio do canal do TJDFT, no YouTube.
Laura Beal Bordin (Ascom AMB)




