AMB defende a necessidade de medidas que garantam a segurança dos magistrados

"A magistratura é uma atividade de risco e por isso temos que ter proteções inerentes ao desempenho desta atividade", afirmou presidente Renata Gil
Ao participar de uma live sobre a atividade jurisdicional e o risco que os magistrados brasileiros correm no dia a dia da profissão, a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, defendeu as prerrogativas de juízes e desembargadores. A transmissão ao vivo foi promovida pela Comissão Permanente de Segurança do Poder Judiciário da Bahia (PJBA); a Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) e a Universidade Corporativa da Justiça Federal da Primeira Região (Unicorp), na tarde desta quarta-feira (26). O desembargador Nilson Castelo Branco presidiu o evento.
"A magistratura é uma atividade de risco e, por isso, temos que ter todas as proteções inerentes ao desempenho desta atividade. Precisamos fornecer as condições necessárias para que nós possamos cuidar da nossa segurança pessoal. Não basta o juiz ter a escolta, ele precisa saber como se portar em uma situação de abordagem. Os juízes precisam entender como se comportar e fazer a direção defensiva. Aqueles que manuseiam armas precisam ter o acesso às armas facilitado e assim por diante. A AMB trabalha para entregar todos os subsídios necessários para este objetivo", disse a magistrada.
Na última semana, em mais uma vitória da AMB, juízes de todo país tiveram seus direitos reconhecidos quando a Polícia Federal publicou uma instrução Normativa que abranda as regras para que magistrados e membros do Ministério Público tenham acesso a posse e porte de arma de fogo para manter a própria segurança. Este era um pleito antigo da AMB.
Renata Gil é juíza criminal há 22 anos. Durante a live contou que em sua trajetória já teve alguns enfrentamentos importantes. "Já sofri ameaças de diversas formas, já fui vítima de atentado e, por isso, decidi estudar sobre como nós podemos nos defender. Exigem de nós que sejamos heróis, mas somos autoridades caladas por estarmos cumprindo nosso dever funcional. Precisamos ter nossos direitos garantidos”, concluiu.
Nesta semana, a juíza Patrícia Acioli, que foi assassinada em 2011, foi homenageada com um prêmio que leva seu nome. Patrícia foi vítima de milicianos que estavam sendo julgados por ela.
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