O preconceito e a discriminação contra a mulher retardam a promoção da equidade de gênero no Brasil, avaliou a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), nessa segunda-feira (13), em webinar realizado pela Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI). “Essas chagas sociais fazem a andança no sentido da igualação ser lerda no País”, acrescentou. Na opinião da ministra, a mudança dessa realidade “virá com uma reestruturação social”.

Participante também do debate virtual, a presidente da AMB, Renata Gil, defendeu que a isonomia só vai ser alcançada com a mobilização e empenho de toda a sociedade brasileira, e por meio de um processo educacional igualitário e cidadão. “As mulheres não gozam ainda a liberdade de escolha que gostariam”, disse.

Ao falar sobre a participação feminina no sistema de Justiça, Neuza Alves da Silva, desembargadora aposentada do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), lembrou que a corte nunca teve mais do que cinco mulheres na sua composição. O tribunal é formado por 27 desembargadores. Sobre o mesmo assunto, a juíza federal Caroline Tauk avaliou que o aumento da presença das mulheres nos tribunais de segunda instância e cortes superiores poderá mudar a forma como a sociedade enxerga o Poder Judiciário.

O debate foi mediado pela advogada Roberta Cabral, sócia do escritório Dannemann Siemsen.

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