Jayme de Oliveira destaca atuação do CNJ na abertura do XII Encontro Nacional do Poder Judiciário em Foz do Iguaçu

Na solenidade de abertura do XII Encontro Nacional do Poder Judiciário, que teve início na noite desta segunda-feira (3), em Foz do Iguaçu (PR), o presidente da AMB, Jayme de Oliveira, enfatizou o trabalho da atual gestão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sob o comando do presidente Dias Toffoli, que tem se pautado por meio do diálogo. “É uma oportunidade única que o senhor tem oferecido para a Magistratura brasileira. Sob o comando do ministro Toffoli, reunimos aqui as principais autoridades dos tribunais e os melhores servidores das áreas correspondentes. É uma oportunidade pela construção do diálogo e do consenso, de um Judiciário melhor, que é o que todo mundo aqui sonha e deseja”,ressaltou.
Jayme de Oliveira disse, ainda, que o papel da AMB é mais de atuação política. “A AMB tem procurado dialogar com todos os tribunais. O papel da gestão e da construção cabe aos que estão aqui presentes sob a coordenação e comando do ministro Toffoli”, pontuou o dirigente da AMB, ao agradecer o presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Geraldo Dutra, pela organização do evento.
Promovido pelo CNJ, com apoio da AMB e da Amapar, o encontro foi aberto pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Dias Toffoli. O ministro explicou que o evento busca promover reflexões acerca de soluções dos principais desafios enfrentados pelos tribunais e magistrados brasileiros.
Em seu pronunciamento, o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, salientou que serão discutidas e aprovadas no Encontro as metas nacionais e específicas do Poder Judiciário de 2019. “O CNJ conta, hoje, com uma base sólida e confiável que tem permitido um planejamento estratégico para o estabelecimento de metas. Há pouco mais de dois meses à frente da Corregedoria, tenho buscado tornar a Justiça cada vez mais rápida e célere.”
Conferência Magna
O ministro Dias Toffoli ministrou a conferência magna sobre “Transparência e Eficiência no Poder Judiciário”. Ele iniciou sua fala destacando que em 30 anos desde a promulgação da Constituição de 1988, a Justiça brasileira passou por profundas mudanças. “Foram muitos os desafios e os obstáculos, mas vivenciamos um processo contínuo de amadurecimento e fortalecimento das instituições e da democracia brasileira. Temos muito o que comemorar, mas há ainda muito o que transformar”, disse.
Dias Toffoli afirmou que, hoje, o CNJ vem empreendendo significativos esforços por uma maior integração, sistematização e modernização do Poder Judiciário nacional, aperfeiçoando a coleta de dados, realizando diagnósticos, estabelecendo metas e aperfeiçoando os sistemas de controle.
Disse, ainda, que por meio da Estratégia Nacional do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 198 de 2014, é possível impulsionar a unicidade do Poder Judiciário, disseminando diretrizes e políticas norteadoras para atuação institucional dos seus órgãos. “Uma Justiça eficiente exige que o tempo de duração dos processos seja administrado de forma mais ágil, pois os conflitos do mundo pós-moderno atuam em um ritmo cada vez mais intenso".
Na ocasião, o presidente do STF frisou que, em 82 dias de gestão, foram realizadas 10 sessões de julgamento, sendo 5 sessões ordinárias e 5 sessões virtuais nas quais foram pautados 183 processos, sendo que 141 já foram efetivamente julgados. Sobre o Sistema Eletrônico de Execução Unificada (SEEU), Dias Toffoli disse que com o apoio e a cooperação dos Tribunais do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rondônia e do Distrito Federal, até 18 de dezembro deste ano, o sistema terá mais de 100.000 execuções penais. “Nossa meta é nacionalizar o sistema até fevereiro de 2020, quando teremos, uma expectativa, de mais de 3 milhões de execuções penais ativas no País”, explicou.
Selo Justiça em Números
Após a conferência magna, houve a premiação do Selo Justiça em Números aos tribunais premiados por seu desempenho nas categorias Diamante, Ouro, Prata e Bronze. Criado em 2013, a honraria é dada aos tribunais que investem na excelência da produção, gestão, organização e disseminação de suas informações administrativas e processuais. Entre as exigências para recebimento do Selo está a implantação, pelos tribunais, de núcleos socioambientais, conforme previsto na Resolução CNJ nº 201, de 2015, que determina aos órgãos do Poder Judiciário a implementação do Plano de Logística Sustentável (PLS) para reduzir o impacto ambiental de suas atividades. Na edição deste ano, dar prioridade aos julgamentos de ações de violência doméstica e homicídios no dia a dia do Judiciário passou a valer pontos na disputa pela principal categoria.
O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) ganhou pelo segundo ano consecutivo o Selo Diamante. Também ganharam o Selo Diamante: o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) e o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) - os três tribunais ascenderam de categoria, pois no ano passado haviam recebido o Selo Ouro.
Participação
Participaram da mesa de abertura o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Buzzi; representando o Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Aloysio Corrêa da Veiga; o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro José Coêlho Ferreira; o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Renato Braga Bettega; a presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT9), Marlene Teresinha; o conselheiro do CNJ, Fernando Mattos; os presidentes da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, e da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Mendes; o presidente da Amapar, Geraldo Dutra, que também é secretário de Relações Internacionais da AMB; e o diretor Jurídico da Itaipu, Cézar Ziliotto.
Estiveram presentes também os vice-presidentes Nelson Missias (Planejamento Estratégico, Previdência e Assuntos Jurídicos), José Arimatéa Neves (Prerrogativas), Julianne Marques (Direitos Humanos), Renata Gil (Institucional) e Maria Isabel da Silva (Administrativo); o coordenador da Justiça Estadual, Frederico Mendes Júnior; o diretor-tesoureiro, Márcio Tokars; a diretora-tesoureira adjunta, Maria Rita Manzarra; a diretora de Relações Internacionais da AMB, Flávia da Costa Viana; a integrante da Secretaria de Assuntos Institucionais Micheline Jatobá; o conselheiro fiscal, Helvécio de Britto; a secretária-adjunta de Assuntos Legislativos, Ana Rita Nery; o presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), Ney Alcântara; e a vice-presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), Vanessa Mateus.
Renata Brandão




