É pelo que representou para a conquista e consolidação da democracia e dos direitos sociais no Brasil que o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence será homenageado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A entidade oferecerá, nesta quarta-feira, dia 7 de novembro, um jantar em reconhecimento aos relevantes serviços prestados por Pertence à magistratura nacional e a toda a sociedade brasileira.

Depois de 18 anos na Suprema Corte, o ministro requereu sua aposentadoria em agosto último e já deixa muitas saudades. “Todo cidadão brasileiro deve muito ao ministro Sepúlveda Pertence. Quando esteve à frente do Supremo, ele estabeleceu um diálogo franco e aberto com o movimento associativo. As sementes que ele plantou perduram até os dias de hoje”, afirma o presidente da AMB, Rodrigo Collaço.

Na opinião de Sepúlveda, a homenagem prestada pela AMB a ele é muito significativa, especialmente pela representatividade da Associação no meio jurídico. “Receber tal homenagem emociona, particularmente, porque já acumulo condecorações dirigidas ao cargo, mas essa tem um significado todo especial de espontaneidade e de pessoalidade, justamente porque acontece no momento em que me disto do cargo de ministro.”

A cerimônia em homenagem a Pertence será em Brasília (DF).

De Sabará para o Supremo

Nascido no município mineiro de Sabará, em 21 de novembro de 1937, José Paulo Sepúlveda Pertence começou a trilhar seu sucesso ainda jovem. Aos 23 anos, tornou-se bacharel pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conquistando a medalha Rio Branco. Durante o curso de graduação, participou do movimento estudantil, chegando a ser 1º vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Já advogado,  foi vice-presidente do Conselho Federal da OAB e, em 1985 foi nomeado procurador-geral da República.

A vida e a carreira de Sepúlveda também foram marcadas pela luta intensa pela consolidação da democracia. Ele participou da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais e, na Assembléia Nacional Constituinte, prestou depoimento na Subcomissão de Garantias da Constituição.

No ano seguinte à promulgação da Constituição Federal, Pertence foi nomeado ministro do STF pelo presidente José Sarney, tendo exercido a presidência do órgão de abril de 1995 a maio de 1997. Em agosto deste ano, Sepúlveda Pertence requereu sua aposentadoria, após 18 anos na Suprema Corte.

Sepúlveda é casado com Suely Castello Branco Pertence e tem três filhos: Pedro Paulo, Evandro Luiz e Eduardo José Castello Branco Pertence.

 

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