Os softwares livres, há alguns anos ganham espaço entre os programas proprietários. A diferença principal é que o custo de instalação é zero e o código, pelo qual é construído o aplicativo, é aberto para todos aqueles que desejarem ou conseguirem acrescentar novas funções e usabilidades para os sistemas.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul está acompanhando essa tendência. Hoje, ao invés de gastar R$ 1.200,00 para instalar o Microsoft Office nas estações de trabalho, e mais um percentual significativo desse valor para atualizar as versões, está instalando o BrOffice, similar ao MsOffice, para servir de editor de textos, de planilhas, de apresentações, de desenhos e de banco de dados para os computadores do Poder Judiciário.

O BrOffice é resultado de estudos e investimentos realizados no Brasil por empresas, governos, ongs, universidades e pessoas comuns, que se dispuseram a criar uma versão brasileira do OpenOffice.org. O projeto do BrOffice.org é mantido por brasileiros e baseado em um conjunto de programas mundialmente conhecidos. Já utilizam o BrOffice empresas como o Banco do Brasil, Metrô de São Paulo, USP (Universidade de São Paulo), Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) entre outras.

No pacote do BrOffice estão incluídos o editor de texto, o de cálculos (similar ao excel), o gerenciador de apresentações (tipo power point) e outros. A utilização dos programas é idêntica ao das versões privadas. Embora haja uma certa resistência por parte dos usuários acostumados e familiarizados com o pacote do MsOffice, basta alguns dias para a adaptação, considerando a similaridade. As diferenças se restringem a algumas conversões de documentos e alguns atalhos de teclado e ícones gráficos dispostos na tela.

De acordo com o Diretor da Secretaria de Informática, Lício Sérgio Ferraz de Brito, utilizar os softwares livres, não é uma política de redução de custos, mas também de poder adaptar o programa a realidade do Poder Judiciário. “Por hora o TJ está apenas utilizando o programa como usuário, mas logo pode participar do desenvolvimento dos programas”, explica Lício.

Hoje, todas as máquinas novas, distribuídas nas comarcas, seguem com o BrOffice. Numa segunda etapa, o programa será instalado em todos os mais de três mil computadores do Poder Judiciário.

 

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