Luta de Renata Gil por igualdade de gênero é destaque no Universa UOL

Em entrevista, magistrada fala sobre questões como violência doméstica e a presença da mulher no Judiciário
A atuação da presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, em prol da igualdade de gênero no Brasil foi assunto de destaque no Portal Universa UOL. A reportagem detalha ações como a campanha Sinal Vermelho, o Pacote Basta, o resgate das juizas afegãs e traz detalhes sobre situações vividas por Renata Gil, ao longo de décadas na magistratura.
A reportagem enaltece o esforço de Renata Gil, nós últimos dois meses, para resgatar sete juízas afegãs e familiares - total de 26 pessoas, tão logo tomou ciência de que as magistradas estavam entre as ameaçadas de morte pelo Talibã. Ela destacou o plano de ação para unir esforços e esclareceu que o trabalho não se esgota com o fato de as famílias estarem no Brasil.
"A ideia é consolidar esse apoio humanitário, mandando a mensagem para outros países de que o Brasil é solidário e temos condições de recebê-los. Por enquanto, elas estão com status de refugiadas e vistos temporários, e teremos todo esse trabalho inicial para ensinar português, oferecer moradia e cuidados com a saúde, enfim, os direitos básicos", explicou a magistrada.
O material publicado classifica também como sucesso o protagonismo de Renata Gil ao criar a campanha Sinal Vermelho de combate à violência doméstica (instituiu o "X" vermelho na palma da mão como pedido de socorro) e o Pacote Basta - lei n° 14.188/2021 (texto sancionado, que endurece a pena para quem prática violência doméstica e tipifica violência psicológica).
Renata Gil ressaltou que, sem dúvida, com base nas estatísticas, as mulheres de baixa renda e negras estão mais vulneráveis à prática de violência doméstica. No entanto, afirmou que se trata de um problema que faz vítimas de todas as raças e níveis sociais. E citou a amiga juíza Viviane Amaral morta pelo marido, no ano passado.
"Isso já acontecia com ela há muito tempo, mas ninguém sabia, era algo escondido", lamenta. "As violências acontecem de forma separada ou todas juntas. A mulher é massacrada emocionalmente, sofre perseguição, violência física e, por fim, pode ser vítima de feminicídio. Então, é importante ter a coragem de denunciar e contar com mecanismos de proteção efetivo", afirmou.
A reportagem destaca também o fato de Renata Gil ser a primeira mulher a presidir a AMB, uma das principais entidades representativas da magistratura. Ela falou sobre o preconceito enfrenta ao longo de décadas de atuação, e, agora, também por ocupar um cargo decisório.
Clique aqui e confira a entrevista.
Daiane Garcez (Ascom)




