A vice-presidente Administrativo da AMB, Maria Isabel da Silva, participou como moderadora da oficina Planos de Saúde e Autogestão, durante o 2⁰ Seminário Gestão de Saúde de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além dela, que é a representante da AMB no Comitê Gestor Nacional de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário do CNJ, também moderou a atividade o diretor de Aposentados da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Rodnei Doreto.

Saúde dos magistrados, saúde dos servidores e exame periódico foram os temas das outras oficinas. O resultado do trabalho dos grupos foi apresentado no período da tarde pelos coordenadores de cada oficina.

Maria Isabel da Silva afirmou que durante as discussões de seu grupo foram apresentados projetos de autogestão por membros de Pernambuco, (TJPE) e Bahia (TRT-5). “Pode-se observar que cada um tem uma característica diferente. Não são idênticos, têm um modelo próprio de operacionalizar o programa, contam com uma gestão muito profissionalizada e com pessoas capacitadas para desenvolver o projeto. Dos debates, foi possível constatar as vantagens da autogestão”, ressaltou.

Entre os resultados apresentados da oficina Planos de Saúde e Autogestão, a vice-presidente da AMB destacou as sugestões: formatar o CNJ curso destinado a assessorar os tribunais que desejem implementar um serviço de saúde na modalidade autogestão; a utilização da verba pública para a autogestão, sendo que há manifestação do Tribunal de Contas da União (TCU) pela legalidade da destinação; possibilidade de afastamento da jurisdição do magistrado gestor da autogestão; os tribunais de menor porte podem se unir aos outros da região para instituírem a modalidade de autogestão.

Prestigiaram o evento o assessor da Presidência da AMB Luis Camolez; e os presidentes de associações regionais Thiago Brandão (Amapi), José Carlos Kulzer (Amatra 12), Elayne Cantuária (Amaap), Farley Ferreira (Amatra-2); além da vice-presidente da Amagis-MG, Rosimere das Graças do Couto.

Oficina Planos de Saúde e Autogestão
A oficina conduzida pela Maria Isabel da Silva e Rodnei Doreto ocorreu na manhã desta quinta-feira (5), na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília (DF), e foi prestigiada pelo coordenador do Comitê, conselheiro Valtércio de Oliveira.

As apresentações ficaram por conta do Arnóbio Amorim, da Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco (Amepe), e Maria das Graças Boness, desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.

O juiz apresentou um case de sucesso: a Caixa de Assistência dos Magistrados de Pernambuco (Campe), que é um plano coletivo de saúde para os juízes do estado. Para Arnóbio Amorim, “é muito importante esse seminário sobre saúde para o magistrado e servidor do Poder Judiciário, pois é necessário adotar uma política nacional visando a qualidade de vida desse universo de profissionais que compõem a Justiça, observando, naturalmente, as diferenças regionais. O objetivo é a melhoria da qualidade de vida dos servidores e magistrados, cada um trazendo a sua contribuição para enriquecer o seu trabalho”.

Por sua vez, a desembargadora falou que as vantagens da autogestão – gestão em saúde feita pelos próprios beneficiários do plano – são mensalidades com valores inferiores aos praticados no mercado, atendimento personalizado, cobertura e exclusões bem definidas, negociação direta com prestadores de serviços, e decisões absolutamente técnicas.

Participante desse grupo, a presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), Maria Aparecida Gadelha, considerou ser “extremamente feliz a realização desse evento, porque temos observado que ao mesmo tempo em que a tecnologia está cada vez mais presente nas nossas vidas no Poder Judiciário, temos também uma crescente cobrança por produtividade e necessidade de dar esse apoio à saúde de magistrados e servidores por causa dessa nova dinâmica da sociedade que vem gerando repercussão nessa área. Iremos levar tanto conhecimento quanto experiências para nossos estados e, a partir daí, poder cobrar iniciativas nesse âmbito”.

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