Juíza do Rio de Janeiro atua como voluntária em Brumadinho

A tragédia do rompimento da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), na última sexta-feira (25), tem mobilizado todo o País. Exemplo disso é a juíza Simone de Faria Ferraz, diretora de Aperfeiçoamento Institucional da Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), que ingressou com pedido de licença no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para se ausentar no período de segunda-feira (28) a sexta-feira (1º) – os dias serão compensados futuramente, em plantões ou férias. Com experiência em sobrevivência em mata, a magistrada seguiu para a cidade mineira para auxiliar nas buscas ou em outras tarefas necessárias.
“Fui do grupo de Operações Especiais da Polícia Civil, atuei como voluntária em diversos desastres. Uma delas foi na queda de encostas em Petrópolis, em 1988, e no Morro do Bumba, em 2010. Mais uma vez, vi que precisava fazer algo”, explicou a juíza.
A magistrada voluntária relatou o que tem presenciado: “A água do rio tem cor de cobre, totalmente poluída. É um momento muito complicado. Mas a Defesa Civil daqui e de outros estados, junto ao Exército, estão organizados. As equipes israelenses também estão aqui para ajudar no resgate”. Ela conta, também, que as buscas estão concentradas na “área quente”, ou seja, a principal região afetada pelo desastre, e que presenciou o resgate de animais.
Segundo Simone Ferraz, ainda há instabilidade na lama de rejeitos, o que impossibilita sua atuação no resgate. Ela está auxiliando na Estação do Conhecimento, área de lazer da Vale, transformada em ponto de informações, cadastro de voluntários e campo de decolagem de helicópteros.
Manifestação da AMB
Em nota pública, horas após o ocorrido, o presidente da AMB, Jayme de Oliveira, manifestou profundo pesar e consternação pela tragédia ambiental e humana e se solidarizou com as vítimas e familiares. O dirigente cobrou das autoridades as medidas necessárias e céleres para punição dos responsáveis. “O País volta a revelar que pouco se aprendeu com aquela tragédia [Mariana (MG)] e não se avançou no aprimoramento da fiscalização e construção de medidas que impeçam novos desastres. Até quando iremos assistir a desastres dessa natureza que podem e devem ser evitados? Que mais precisa acontecer?”, indagou.
Leia a nota pública na íntegra.
*Com informações Ascom/Amaerj




