Roberto Bacellar apresenta Programa Cidadania e Justiça também se aprendem na escola em Conferência Internacional

O coordenador da ENM Roberto Bacellar apresentou o programa Cidadania e Justiça também se Aprendem na Escola durante a Conferência Internacional realizada pela International Association Court Administration (IACA). O evento aconteceu, entre os dias 16 e 19 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR), e reuniu 250 participantes e ministros da Suprema Corte de 41 países.
Roberto Bacellar, coordenador do programa Cidadania e Justiça também se aprendem na escola, participou como palestrante e explicou o funcionamento do projeto que existe há 25 anos e já atendeu mais de 6 milhões de crianças e jovens. “ O programa foi muito bem recebido, o maior sucesso e muitos países vão querer utilizar o nosso projeto”, disse.
O magistrado explicou, ainda, que o principal objetivo é a buscar a legitimação perante a sociedade. “É possível trabalhar com as crianças e buscar essa legitimação como agentes multiplicadores, inclusive perante os pais e a sociedade, para que conheçam melhor seus direitos e seus deveres”, afirmou Roberto Bacellar.
Roberto Bacellar destacou que o projeto é da AMB há 20 anos e tem como meta alcançar todos os estados brasileiros. “É o projeto mais antigo da associação e está em funcionamento interrupto, além de contar com o material de apoio impresso que são duas cartilhas. O Cidadania e Justiça também se aprendem na escola é dividido em três etapas. Na primeira etapa, juízes se reúnem com professores e pedagogos para mostrar do que se trata o projeto. É uma mobilização para que percebam que o nosso objetivo é dar apoio a formação dos alunos”.
Segundo o coordenador do programa, na segunda etapa o juiz vai à escola e a escola vai até os órgãos do Poder Judiciário. “Nessas visitas, a gente conta uma história, o caso mais difícil que já julgou e esclarece as dúvidas dos alunos e professores. Já a terceira e última etapa, é a elaboração de um relatório individual, por cada aluno. É obrigatório, também, que as crianças façam uma apresentação cultural. Normalmente, eles fazem julgamento de casos simulados com roupas dos juízes, promotores e advogados”, pontuou.
Para o projeto ser implementado nas escolas, a AMB disponibiliza um manual com todas as etapas e arquivos impressos das cartilhas para os tribunais e associações interessados em aderirem ao programa, que também faz parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Já foi meta específica do CNJ fazer programas de cidadania com a comunidade e as escolas. Cada ano vai se renovando essa ideia, não só como um macrodesafio de aproximação do Judiciário com a sociedade, mas, também, como uma forma de demonstrar que temos programa de responsabilidade social, fazemos mais em prol da sociedade”, finalizou Roberto Bacellar.




