Mais de 400 magistrados e promotores de todo o País se uniram no ato público a favor da magistratura e do Ministério Público, na marquise do STF, na tarde desta quinta-feira (1º).  Organizado pela Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), os participantes manifestaram indignação com os projetos que estão sendo articulados no Congresso Nacional, como a aprovação de emendas que alteraram o pacote de combate à corrupção, aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada dessa quarta-feira (30).

Confira a opinião de alguns dos presentes ao ato público:

"Este ato representa o despertar da magistratura e do Ministério Público sobre a necessidade de se manifestar contra os projetos que estão sendo votados no Congresso Nacional com o objetivo claro de impedir o prosseguimento da corrupção, diminuindo as prerrogativas de quem está a frente dessas investigações".

José Carlos Kulzer, assessor Legislativo da AMB e presidente da Amatra 12

"A magistratura e o Ministério Público estão mobilizados em torno de todas as iniciativas que estão em curso no Congresso Nacional e que atacam as prerrogativas e o funcionamento regular de duas instituições fundamentais para o Estado Democrático de Direito".

Leonardo Trigueiro, presidente da Associação dos Magistrados Piauienses (Amapi)

“Estamos aqui para denunciar e dizer que o povo brasileiro vai resistir a esse atentado contra a democracia”.

Sebastião Coelho, presidente da Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (Amagis-DF)

"Fomos surpreendidos com um absurdo, algo fora de qualquer expectativa democrática e republicana. Esse ato demonstrou que estamos alerta e que temos a capacidade de mobilização, e que não vamos aceitar esses atentados".

Gabriela Jardon, integrante da Comissão de Direitos Humanos da AMB

"É um divisor de águas na história recente do Brasil. A magistratura está demonstrando força juntamente com o Ministério Público. Vamos fazer um trabalho em consonância com a sociedade para não deixar que esses atos de corrupção parem a Justiça".

Paulo Madeira, presidente da Associação dos Magistrados do Amapá (Amaap)

"A magistratura está consciente do seu papel ao participar de manifestações desse nível. É preciso defender nossas prerrogativas e competências e dar ciência de que estamos fazendo isso em nome do Estado Democrático de Direito e da sociedade".

Fábio Francisco Esteves, presidente eleito da Associação dos Magistrados do Distrito Federal  e Territórios (Amagis-DF)

"Este ato é uma unidade para que possamos transpor essa fase tão negativa que estamos vivendo: a tentativa de desvalorização da magistratura. É importante nos unirmos mais e mais com o Ministério Público e a sociedade para que eles compreendam que nossa independência é a garantia do cidadão e da democracia".

Maria Lúcia de Fátima Barbosa Pirauá, presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis)

"Foi um grande ato cívico em defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. Infelizmente o pacote de dez medidas contra a corrupção acabou sendo deturpado, segundo a visão da magistratura nacional, e acabaram sendo inseridas medidas que dificultam o trabalho desses agentes que compõem o sistema de Justiça no Brasil. Esse ato foi para demonstrar à sociedade essa preocupação".

Frederico Mendes, presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar)

"É um ato importante para a defesa do Estado Democrático de Direito e da democracia. É inadmissível que num projeto de combate à corrupção inclua medidas que tolhem as atividades do Ministério Público e da magistratura”.

Heyder Ferreira, Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa)

"É um evento de grande adesão e muito representativo. Mostra que a magistratura e o Ministério Público estão unidos contra o retrocesso que veem suportando na área legislativa".

Maurício Torres, presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis-MG)

"Este ato é importante para a sociedade perceber a relevância do Ministério Público e da magistratura. Os parlamentares querem engessar o nosso trabalho do Judiciário e isso não pode acontecer. O Brasil não pode deixar que aconteça isso".

Freddy Pitta, presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab)

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