No ano passado, os magistrados baixaram volume recorde de processos em desempenho que demonstra a importância da valorização da carreira

Em 2025, o Poder Judiciário baixou 45,2 milhões de processos, o maior número já registrado, reforçando a elevada produtividade dos magistrados brasileiros. O indicador foi divulgado na terça-feira (23), durante a apresentação da edição 2025 do Relatório Justiça em Números, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Um dos destaques do relatório é a média de 2.389 processos baixados por magistrado no Brasil. Para efeito de comparação, a média dos magistrados brasileiros é 9,5 vezes superior à dos magistrados europeus.

O Relatório Justiça em Números foi apresentado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, durante a 10ª Sessão Ordinária do CNJ.

A presidente da AMB, Vanessa Mateus, acompanhou a divulgação dos dados durante a sessão plenária.

“Os números falam por si e falam muito: os dados mostram a elevada produtividade dos magistrados, ano após ano. Essa produtividade expressiva é consequência do alto compromisso que temos com a sociedade e com o país”, afirmou a presidente da AMB.

“Esses resultados não seriam possíveis sem a valorização dos magistrados e dos servidores do Judiciário. São eles os maiores responsáveis por conduzir e colocar em operação essa grande estrutura que é o Poder Judiciário brasileiro”, acrescentou Vanessa Mateus.

Na apresentação dos dados, o ministro Fachin chamou a atenção para o desempenho da magistratura.

“As juízas e os juízes julgaram um número de processos sem paralelo: 45,2 milhões de processos foram baixados em 2025. É uma produtividade incomparável, notável e digna de todo reconhecimento. Nossos genuínos parabéns a todos os magistrados e magistradas brasileiros. Não há dúvidas quanto a esse elevado patamar de produtividade”, disse o ministro.

“Chamo a atenção também para o índice de atendimento da demanda, que alcançou mais de 100%, significando que, para cada 100 processos que ingressaram na Justiça, mais de 100 foram solucionados, resultando na redução do acervo processual”, complementou o chefe do Poder Judiciário.

Entre os destaques do relatório está ainda o aumento de 19,9% na produtividade da magistratura em relação ao ano anterior.

Em termos macro, a publicação informa que as despesas do Judiciário totalizaram R$ 146,5 bilhões, correspondendo a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A arrecadação dos órgãos da Justiça, por sua vez, somou R$ 79 bilhões, o equivalente a 54% das despesas totais do Judiciário.

 

(Ascom/AMB)

Foto: CNJ/Divulgação

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